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terça-feira, 27 de julho de 2010


MEDALHA COMEMORATIVA DAS CAMPANHAS

Aos que ainda não possuem a MEDALHA e estejam nela interessados, informamos que devem dirigir-se aos nossos serviços, onde prestaremos os esclarecimentos necessários acerca das diligências a tomar, tendo em vista o preenchimento do requerimento a enviar ao MDN, para a sua concessão.

segunda-feira, 26 de julho de 2010


Recebemos do Padre Antero uma carta e que transcrevemos na íntegra:

PÔR OS PONTOS NOS IS...

Há muitas paróquias por esse país fora que todos os anos organizam um passeio/convívio: saem do seu ambiente e vão conviver fora. Como quase sempre é ao domingo, naturalmente incluem a celebração da missa no programa do passeio; em alguns casos fazem missa campal; mas quando vão a um sítio onde há uma igreja, convento ou ermida, é aí que se realiza o acto religioso. E como normalmente vai o pároco com o povo, é ele que celebra a missa; é o mais natural. Ou então até se associam a alguma missa que se celebre no mesmo lugar. E não necessitam de mais nada. Quem abre os espaços e disponibiliza as estruturas já faz um grande favor!
A nossa associação não é uma paróquia, mas é o que é. O seu dia anual de convívio é organizado por elementos da associação, naturais da freguesia onde o encontro se realiza, ou nela residentes. E o programa inclui a missa. Se o pároco da freguesia é antigo combatente é um elemento muito útil na organização; se não é antigo combatente, deve ser convidado pela associação a participar nos momentos que desejar e puder. E fica-lhe muito grata a associação se ele der aos organizadores o apoio que lhe pedirem, e alguma sugestão que lhe parecer útil; e mais nada.
Conviria que ficasse claro entre nós que o ser pároco da freguesia anfitriã não traz inerente o direito de ser da organização do encontro. E isto não é menosprezo por nenhum pároco; os que se envolvem mais do que isso, certamente o fazem com a melhor das intenções, mas nem sempre beneficiam o convívio: e, por vezes, exige-lhes sacrifícios que eram bem desnecessários.
É que o capelão desde a primeira hora sou eu. E por razoes várias tem sido muito modesto o contributo que tenho dado à associação. Considero, portanto, como minha obrigação elementar e lógica o assegurar a parte religiosa do convívio.
E este ano senti-me profundamente frustrado de me deslocar 350 km só para ler o evangelho da missa... que, por sinal, era bem curto.
É certo que fui convidado a presidir à celebração e ... aceitei! Mas depois presidiu o pároco. Foi-me perguntado se queria fazer a homilia e já não aceitei... porque achei que quem devia fazer convites na parte religiosa era eu, dado que a celebração era da associação e não da paróquia.
PÔR OS PONTOS NOS IS só quer ser um alerta para que tenhamos claro que a missa do nosso encontro deve estar a cargo de um ex-capelão militar; não necessariamente o P. Antero. Ainda o ano passado celebrou o P. Ruas, que é ex-capelão e também é pároco; há anos foi o P. Joaquim Campinho, pároco de Bagunte e ex-capelão. Quando isso não for possível, pede-se o favor ao pároco local, mesmo que não tenha sido capelão militar. Mas, neste caso, pediríamos que ele tivesse em conta as opiniões dos membros da comissão de organização.
Carta do Exmo. Senhor Manuel Lopes dos Santos,
assíduo leitor do «Aerograma»

Com a devida vénia, abaixo transcrevemos uma carta de opinião endereçada a esta associação, precisamente no dia 10 de Junho, Dia de Portugal.

EXMOS. SENHORES BRAVOS EX-COMBATENTES DE VILA DO CONDE

Exmos. Senhores:
Leio sempre com muita atenção o vosso AEROGRAMA, porque vejo ali escrito a verdade, a razão, a raiva e a consternação pelo desprezo com que todos os políticos vergonhosamente não aceitam a realidade dos traumas de quem foi obrigado a lutar e morrer em nome de uma Pátria inquinada de falso carácter social.
A REVOLUÇÃO que trazia na sua génese a reparação possível dos danos acontecidos, dado que tinha todos os nomes a que o futuro obrigava, tais como: LIBERDADE, IGUALDADE, FRATERNIDADE, DEMOCRACIA POLÍTICA E SOCIAL, porém, os anos foram passando e os combatentes ficaram apenas e só com o honroso nome de EX-COMBATENTES.
Como dizia alguém, ao fim de 30 anos, apenas foi cumprida uma parte:
a Democracia Política e falhou a Democracia Social, que daria o que é justo aos combatentes, ou seja um Estatuto Especial. Assim a democracia social que vários senhores apregoaram é a democracia da «teta» e da «treta», a da miséria e a dos «milhões», ou seja: a verdadeira exploração dos homens pelo homem político, corrupto e sem carácter.
Meus senhores, eu felizmente fugi à hierarquia militar, em 1966, porque tinha decidido não matar pretos, mas sim brancos com poderosas divisas nos ombros, e assim paguei, em remido, a taxa militar e ganhando a liberdade civil dentro de um regime fascista.
A minha admiração por todos vós e o meu enorme apreço pelos artigos dos vários ex-combatentes de Vila do Conde, que leio no vosso honroso meio de cultura (sic) – o AEROGRAMA.
Cumprimentos.
Manuel Lopes dos Santos
Touguinha (Vila do Conde)